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Cuidados Paliativos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o cuidado paliativo como uma abordagem voltada para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com doenças ameaçadoras à vida. Esse modelo envolve não só cuidar dos sintomas físicos da doença mas também oferecer apoio emocional e social aos pacientes e à família.

Neste contexto, a Home Care Center tem constantemente se preocupado em aprimorar sempre os seus serviços na tentativa de oferecer não só qualidade de vida e bem-estar aos seus pacientes no final de suas vidas, como também a redução significativa de custos para as operadoras de saúde que fazem parte da sua rede credenciada, pois entendemos que tendo significativa qualidade nos serviços oferecidos aos nossos pacientes, concomitantemente com uma significativa redução de custos para a fonte pagadora, conseguiremos evitar o colapso da saúde em nosso pais oferecendo acima de tudo dignidade e respeito aos nossos pacientes naquele momento em que ele e sua família mais precisam de uma atenção especializada no conforto de seus lares.

 

Cenário atual no Brasil


No Brasil, as atividades relacionadas a Cuidados Paliativos ainda precisam ser regularizadas na forma de lei. Ainda imperam no Brasil um enorme desconhecimento e muito preconceito relacionado aos Cuidados Paliativos, principalmente entre os médicos, profissionais de saúde, gestores hospitalares e poder judiciário. Ainda se confunde atendimento paliativo com eutanásia e há um enorme preconceito com relação ao uso de opióides, como a morfina, para o alívio da dor.

Ainda são poucos os serviços de Cuidados Paliativos no Brasil. Menor ainda é o número daqueles que oferecem atenção baseada em critérios científicos e de qualidade.  A grande maioria dos serviços ainda requer a implantação de modelos padronizados de atendimento que garantam a eficácia e a qualidade.

Há uma lacuna na formação de médicos e profissionais de saúde em Cuidados Paliativos, essencial para o atendimento adequado, devido à ausência de residência médica e a pouca oferta de cursos de especialização e de pós-graduação de qualidade. Ainda hoje, no Brasil, a graduação em medicina não ensina ao médico como lidar com o paciente em fase terminal, como reconhecer os sintomas e como administrar esta situação de maneira humanizada e ativa.

A ANCP prevê que, nos próximos anos, essa situação deverá mudar rapidamente. Haverá uma demanda por serviços de Cuidados Paliativos e por profissionais especializados com a regularização profissional, promulgação de leis, a necessidade dos Hospitais em ter uma equipe de Cuidados Paliativos para receber uma acreditação internacional como a Joint Commission International, a quebra de resistências e maior exposição do trabalho para o grande público por meio de filmes e novelas. A ANCP e seus parceiros lutam para que isso de fato se torne realidade. A regularização legal e das profissões, por exemplo, permitirá que os planos de saúde incluam Cuidados Paliativos em suas coberturas. Está provado que Cuidados Paliativos diminuem os custos dos serviços de saúde e trazem enormes benefícios aos pacientes e seus familiares.

A conscientização da população brasileira sobre os Cuidados Paliativos é essencial para que o sistema de saúde brasileiro mude sua abordagem aos pacientes portadores de doenças que ameaçam a continuidade de suas vidas. Cuidados Paliativos são uma necessidade de saúde pública. São uma necessidade humanitária.

 

Definição de Hospice e Cuidados Paliativos


HOSPICE, antes de ser um lugar físico, é uma filosofia de cuidados, é um conceito. A história do movimento Hospice remonta a fatos históricos longínquos, e seu conceito vem evoluindo a partir de diferentes experiências ocorridas em lugares distintos e em períodos remotos. Dentre as mais importantes, podemos citar:

 

  • A construção de um refúgio em Varanasi, na Índia, no século III a.C.
  • Os cuidados realizados por Fabíola, discípula de São Jerônimo, no século V, com os estrangeiros no Hospício do Porto de Roma,
  • A existência dos monastérios no século XII na Europa, que abrigavam doentes, moribundos, famintos, órfãos e leprosos,
  • As ações do jovem padre francês, posteriormente chamado São Vicente de Paula, que fundou a Ordem das Irmãs da Caridade em Paris e abriu várias casas para órfãos, pobres, doentes e moribundos no século XVII,
  • A fundação do St. Josephs’s Convent, em Londres, com 30 camas para moribundos pobres, pelas cinco das Irmãs da Caridade irlandesas em 1902.

 

Devemos listar como importantes pensadores e agentes


Cicely Saunders
Elisabeth Kübler-Ross
Viktor Frankl
Carlos Cortés
Warren L. Wheeler
Leonardo Boff
Robert Twycross
Tom L. Beauchamp e James F. Childress
Leo Pessini
William Breitbart
Vera Anita Bifulco & Hézio Jadir Fernandes Jr.
Ciro Floriani


A filosofia Hospice aborda uma assistência humanizada, em seu mais amplo espectro. Além dos pilares de diagnóstico, tratamento e prognóstico, soma-se o pilar dos cuidados, que engloba o paciente e seus familiares em todos os seus estágios, inclusive no pós-luto.

CUIDADO PALIATIVO é o cuidado dos sintomas da doença e não da doença em si, pois não há intenção de curar. O termo paliativo deriva do latim PALLIUM, que quer dizer manto, cobertor, em referência ao manto utilizado por peregrinos em suas viagens para protegê-los das condições climáticas.

 

Os preceitos de cuidados paliativos no âmbito da filosofia Hospice devem

 

  • Afirmar a vida e resguardar a morte como um processo natural;
  • Não abreviar ou prorrogar a morte;
  • Proporcionar alívio da dor e de outros sintomas;
  • Integrar aspectos psicológicos e espirituais dos cuidados ao paciente;
  • Oferecer um sistema de apoio para ajudar os pacientes a viver tão ativamente quanto possível até a morte;
  • Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente e com o seu próprio luto.


No Brasil existe a ANCP – Academia Nacional de Cuidados Paliativos, que elaborou a Declaração de Direitos do Paciente Portador de Doença Avançada, determinando que:

Todo ser humano tem direito à vida e a vivê-la em plenitude e com dignidade, desde o momento do seu nascimento até a sua morte.

Para que esse princípio seja aplicado, faz-se necessário o direito: à informação, à autonomia, à assistência integral, ao alívio do sofrimento, à intimidade e à privacidade, à vida, aos cuidados imediatos após a morte.

Os cuidados paliativos se apoiam na ortotanásia, repudiando a distanásia tanto quanto a eutanásia.

Uma vez que as necessidades de um paciente podem mudar drasticamente com o tempo, são prioritários e emergentes os controles da dor e de outros sintomas, dos problemas de ordem psicológicos, sociais e espirituais.

O cuidado com o luto se inicia bem antes do momento da morte do doente e exige uma abordagem em equipe integrada e interdisciplinar.

Ciro Floriani apresenta o conceito da kalotanásia, que pode contribuir para melhor sistematização do significado da ortotanásia e propõe algumas características para o que deve ser a boa morte.

 

No conceito de Kalotanásia devemos inserir

 

  • O controle rigoroso de sintomas tratáveis, como, por exemplo, a dor
  • A consciência da morte pelo paciente
  • O respeito aos desejos do paciente, uma tradução do respeito à sua autonomia no fim de vida
  • O compartilhar com os entes queridos os momentos derradeiros
  • A redução do conflito interno com a morte e a preparação pessoal para ela
  • Os ajustes sociais, com os resgates e os ajustamentos possíveis
  • Os momentos de despedida
  • A ajuda em vários níveis, tanto para o paciente quanto para os entes próximos (cuidador, família e amigos íntimos), incluindo a fase de luto
  • Um ideário que perpassa muitos dos profissionais engajados na busca desse modo de morrer, expectativas idealizadas de uma boa morte ocorrendo de modo sereno e pacífico


Com o aumento da população idosa, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) passam a constituir o maior problema global de saúde e são responsáveis por um elevado número de mortes prematuras, perda de qualidade de vida, com alto grau de limitação e incapacidade física, que ocasionam impactos econômicos para famílias, comunidades e a sociedade em geral.

Devemos considerar também que, com o aumento da longevidade e a correlação da prevalência da maior parte dos tumores com o fator etário, haverá o aumento do número de casos de morte por câncer, como observado em países desenvolvidos.

Reiterando o impacto do avanço do câncer na população, a cada ano 6 milhões de pessoas falecem por câncer e outros 10 milhões de novos casos são diagnosticados. Estima-se que até 2020 teremos 15 milhões de casos novos por ano (PESSINI, 2006).

A abordagem dos cuidados paliativos em pacientes com câncer deve se dar desde o momento do diagnóstico, seguindo pela manutenção assistencial até o fim de vida.

No âmbito de sua atuação, deve incluir pessoas que estão morrendo não somente de câncer, mas também de muitas outras doenças com prognósticos de menos de seis meses de vida, além daquelas que passam pelo processo do morrer longo, crônico e imprevisível.

 

Conheça o modelo do primeiro hospice paliativista do Brasil!